quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Residências Universitárias. Parte I

Setembro para muitos de vocês é um mês de grandes mudanças, ingressar num curso superior, mudar de cidade, conhecer novas pessoas e tomar grandes decisões. Este post tem como objectivo esclarecer sobre possíveis alternativas disponíveis para morar sozinha.

As residências universitárias são uma excelente alternativa para aqueles que financeiramente encontrem maiores dificuldades em suportar uma renda mensal e todas as despesas inerentes a uma casa, mesmo que compartilhada, água, luz, gás, pacote de internet e canais de televisão, líquidos de limpeza e manutenção doméstica, uma vez que os preços não oscilam muito para bolseiros ficando-se pelos 73,36€ com todas estas despesas incluídas (valor fixado 2013/2014). Valor este que é adicionado à bolsa de estudo.

Em regra todas as residências têm um regulamento geral de funcionamento que impede que visitas pernoitem no quarto sem autorização prévia, reservada apenas para casos muito especiais, a proibição de fumar nos quartos, o cumprimento das escalas de limpeza e utilização da lavandaria (caso exista), o horário em que se pode fazer barulho, que normalmente é até às 23horas, a utilização dos espaços em comum. Depois têm sempre um regulamento interno que especifica as regras a serem respeitadas na residência, como os compartimentos a serem limpos, limpezas dos electrodomésticos e espaços comuns, o que fazer com a loiça que fica dias intermináveis para lavar e a eleição do(a) delegado(a) que representa a residência junto dos serviços sociais do alojamento, entre outros.

Existem residências universitárias quer nas Universidades, quer nos Politécnicos, em Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Covilhã, Évora, Faro, Funchal, Guarda, Leiria, Lisboa, Ponta Delgada, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Tomar, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu que variam nas suas condições e ofertas. Havendo residências com cozinha, salas de estudo, salas de convívio, casas de banho para a utilização de todos os residentes da residência, ou então, existem estas divisões por andar e como tal restrito a um número limitado de residentes.

Vantagens de morar numa residência:
  • Nunca se está sozinha visto que a maioria dos quartos são duplos e as zonas comuns são compartilhadas;
  • Serviço de lavandaria para toalhas de banho, roupa da cama e tapetes;
  • Não haver despesas adicionais, além de quotas ao(à) delegado(a) (quando acordado e incluído no regulamento interno) e nalguns casos em líquidos de limpeza, quando acordado previamente entre os(as) residentes do andar;
  • Liberdade em gerir os próprios horários;
  • Proximidade com espírito académico e praxes;
  • Partilha de experiências e apoio imediato dos(as) colegas
Desvantagens em morar numa residência:
  • Existência de roubos de alimentos;
  • Proibição de visitas durante o período nocturno;
  • Ausência de privacidade;
  • O risco de horários incompatíveis com os(as) colegas, resultando em barulho;
  • Burocracias no processo de mudança de quarto ou residência em caso de necessidade;
  • Necessidade em respeitar os horários de funcionamento dos electrodomésticos em comum que muitas vezes resultam em filas para cozinhar, lavar a roupa, utilizar casa de banho... 
Aqui fica uma breve apresentação do que consiste em viver numa residência com os seus pontos fortes e fracos. Mas ainda irá haver um segundo post com as especificidades dos principais pólos Universitários, por isso coloquem as questões que tiverem para que sejam respondidas. Quem mora numa residência, concordam?


Márcia Ferreira

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