sexta-feira, 5 de junho de 2015

Ilumina-te

Uma casa bem iluminada é imprescindível para o conforto e bem estar de quem lá habita. Não falo de muita luz, até pelo contrário, pois iria ter resultados na factura mensal de electricidade e nós não queremos isso. Falo de uma iluminação consciente, pensada, adequada à divisão e com um aproveitamento das ofertas disponíveis para rentabilizar o nosso consumo de energia.

Quando vi um artigo semelhante na DECO constatei que a iluminação da minha casa deixa muito a desejar, como é arrendada não posso fazer muito para mudar isso. Mas para quem tem ou pensa ter uma casa própria ou está a fazer obras têm a oportunidade ideal para adoptar estas sugestões e assim melhorar a iluminação.

Importante conhecer a oferta disponível no que toca a lâmpadas e as suas vantagens e desvantagens.


Cada divisão é uma divisão, cada pessoa é uma pessoa e cada família é uma família. Mas todos têm em comum um conjunto de necessidades no toca a iluminação de cada uma das divisões. Vamos a elas?



1. Cozinha

A cozinha é a zona de trabalho por excelência e por isso a divisão que requer mais iluminação, onde cozinhas os teus alimentos, onde lavas a loiça e na zona de refeições (esta requer uma lâmpada LED não reflectora com 650 a 850 lúmens ou 8 a 10W).

A Luz do tecto deve ser suficiente para tarefas mais amplas e menos precisas como ir aos armários, limpar, pôr a mesa e para isso é importante que os azulejos reflictam a luz. Assim, esta deve ser flurescentes tubulares com 3000 lúmens (mais ou menos 24 a 39W). Contudo, revela-se insuficiente para tarefas mais manuais, assim nestas zonas opta por lâmpadas de halogéneo (20 a 28w de potência).

2. WC

Outra divisão que requer muita luz, principalmente na zona de maquilhagem e de barbear. O espelho deve ser iluminado, no entanto, as lâmpadas devem estar de lado e não por cima. Nesta posição provoca sombra e encandeia quem o usa. Para este efeito opta por 20w que permita uma boa restituição de cor.

É importante optar por lâmpadas de arranque rápido que difunda bastante luz (LED 10w) ou por um candeeiro de tecto com vários focos.

3. Sala de estar e de Jantar

Se as duas divisões anteriores exigiam uma luz branca, esta já quer uma luz amarela para criar ambiente (LED 12 a 15w), 3 lâmpadas de parede de 650 lúmens (8w) com uma luz quente abaixo de 3000 Kelvin (k).

Os candeeiros devem ser translúcidos, com luz difusa sem muita potência (esta é desaconselhável) e que permitam vários pontos de luz de 60 a 80cm (500 lúmens, LED 6 a 8w). Ou então opta por um candeeiro de pé na zona de refeições que fique a 80cm ou a 1 m e que concentre 500 lúmens.

No caso da luz de tecto aconselha-se uma lâmpada de halogéneo com 35w.

4. Escritório e passagem

Como o escritório é aproveitado para atividades que exigem concentração e dinâmica a luz branca é a mais adequada. 

Nas zonas de passagem o ideal seria implementar sensores de movimento, assim garantias que não há desperdício de luz. As escadas, por uma questão se segurança, requerem uma luz com uma potência mais elevada, uma luz focalizada de 8w LED.

Na zona de trabalho as lâmpadas de halogéneo com 35w conquistam protagonismo.

5. Quarto de adultos

Por fim, o quarto quer uma luz amarela para criar ambiente.

É aconselhável criar pontos de luz, um no roupeiro (LED com 3 a 4w), no tecto com uma lâmpada de 850 lúmens é suficiente (10w LED) e na cabeceira 20w, ou lâmpadas LED 6w.

Contudo, não posso deixar de referir que o ideal é aproveitares a luz natural e para isso as paredes claras e as cortinas translúcidas são as tuas melhores amigas.

A tua casa está bem iluminada?

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