sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Livro: Um milionário em Lisboa

"Baseado em acontecimentos verídicos, Um Milionário em Lisboa conclui a espantosa história iniciada em O Homem de Constantinopla e transporta-nos no percurso da vida do arménio que mudou o mundo - confirmando José Rodrigues dos Santos como um dos maiores narradores da literatura contemporânea.

Kaloust Sarkisian completa a arquitectura do negócio mundial do petróleo e torna-se o homem mais rico do século. Dividido entre Paris e Londres, cidades em cujas suítes dos hotéis Ritz mantém em permanência uma beldade núbil, dedica-se à arte e torna-se o maior coleccionador do seu tempo.

Mas o destino interveio.

O horror da matança dos Arménios na Primeira Guerra Mundial e a hecatombe da Segunda Guerra Mundial levam o milionário arménio a procurar um novo sítio para viver. Após semanas a agonizar sobre a escolha que teria de fazer, é o filho quem lhe apresenta a solução:
Lisboa.

O homem mais rico do planeta decide viver no bucólico Portugal. O país agita-se, Salazar questiona-se, o mundo do petróleo espanta-se. E a polícia portuguesa prende-o."


Este livro explora nas suas 672 a história do aparecimento da Fundação Calouste Gulbenkian e do homem que a tornou possível.  É uma história bastante transversal, que se prolonga no tempo, que retrata vários momentos históricos bastante marcantes e horripilantes como o caso da 1ª Guerra Mundial e perseguição feita ao arménios pelos turcos, os loucos anos 20, a 2ª guerra mundial, o Salazarismo e restantes ditaduras, a ascensão da Rainha D.Isabel II ao trono inglês... dando uma leve pincelada em cada momento. Como é tão prolongado no tempo e como são nomes que não estamos familiarizados penso que em alguns momentos se torna um pouco confuso, mas acho que o José Rodrigues dos Santos percebeu isso e tentou resolver o assunto ao dividindo-o em 3 partes diferentes o que ajudou bastante.

Não é daqueles livros que te prendem logo à primeira página e que motiva a ler horas a fio sem se tornar cansativo, contudo, quando o faz, faz-lo em condições e de uma maneira bastante realista, como se te desse um par de estalos para acordares para a vida. Mas tal pode-se dever ao facto de me ter demorado a situar por não ter lido o livro anterior "O Homem da Constantinopla"... quem sabe? Quando descobrir logo direi se tem alguma relação lógica.

Resumindo e concluindo não é um livro fácil, não é dos livros mais interessantes do autor mas também já li pior e não me fez mal.


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