sexta-feira, 4 de março de 2016

Salta uma rubrica como pipocas #27

Terminou mais uma semana para dar lugar a um fim de semana de descanso, divertimento e tudo de bom que tem para nos oferecer. Com ele vem mais tempo livre e disponibilidade até psicológica para vermos filmes e por isso cá está o post com sugestões de BONS filmes, difícil vai ser escolher.

Spotlight


Duração: 128 min
Género: Drama, Biografia e História
Cotação: 8,2/10
Realização: Tom McCarthy

Escrito por: Tom McCarthy e Josh Singer
Data de Estreia: 28 de Janeiro de 2016
Cotação Pessoal: 8,2/10

Este filme retrata as investigações levadas a cabo em 2001, pela equipa de Spolight do jornal globe, em Boston. Esta, baseado em factos reais, investigou os casos de pedofilia infantil protagonizados pelos padres e encobertos pela religião e até população em geral, interrelacionando 16 casos e concluindo 90. 
Este filme é mesmo muito bom, um filme competente, factual, realista que não se preocupa em ferir o telespectador com a sua objectividade. Os actores foram bem escolhidos, o argumento cronologicamente bem organizado que facilita a compreensão, peca, contudo, pelas várias generalizações feitas em crimes que deveriam ser respondidos individualmente, mas compreende-se o seu pressuposto. Gostei do enquadramento do filme, da fotografia e guarda roupa que facilmente nos transporta para o inicio do século XXI que poderia ter sido negligenciado pela relativa proximidade com a data atual, mas não foi.
Este filme mostra-nos a importância e pertinência de um jornalismo sério, objetivo e informativo sem grande preocupação com o sensacionalismo e gostei disso. Gostei também de terem feito questão de mencionar a existência de um português na equipa (claro que tinha que ter um), de ter averiguado o contexto familiar e a influência neste, basicamente gostei da atenção dada a todos os pormenores secundários que penso ter enriquecido o filme.


Rapariga Dinamarquesa


Duração: 120 min
Género: Drama, Biografia e Romance
Cotação: 7,0/10
Realização: Tom Hooper

Escrito por: Lucinda Coxon, David Ebershoff
Data de Estreia: 31 de Dezembro de 2015
Cotação Pessoal: 7,2/10

Este filme reporta-nos a 1920, em Dinamarca, para a história de um jovem casal de pintores reconhecidos, felizes e sem qualquer problema de índole sexual. Num belo dia a modelo da pintora faltou e sem alternativas ela recorre ao marido, que ao vestir umas collants... puff "fez-se chocapic". O que inicialmente foi uma espécie de jogo entre os dois, deu origem à primeira operação transsexual realizada na Alemanha.
Este filme foi muito mediático, está na boca do mundo, toda a gente fala bem e atribuiam o óscar de melhor actor a Eddie Redmayne pela sua representação. Devo ser o único ser à face da terra que acha que Alicia Vikander superou o actor principal, que argumento mostra-se pouco trabalhado e que o mediatismo, o guarda roupa, a fotografia e o tema em si fazem o filme sem grande esforço de realização. Não quero com isto dizer que é um mau filme, nada disso, apenas criaram muitas expetativas que no meu caso não foram correspondidas e não deu mais do que imaginaria (eu, comum mortal sem qualquer experiência em cinema).
Considero, também, que o argumento original tinha mais potencial do que foi aproveitado, já que Tom Hooper demonstrou exagerada preocupação em não chocar o mundo com um tema já por si polémico.


Bridge of spies 


Duração: 142 min
Género: Drama, Biografia e thriller
Cotação: 7,7/10
Realização: Steven Spielberg

Escrito por: Matt Charman e Ethan Coen
Data de Estreia: 26  de Novembro de 2015
Cotação Pessoal: 7,8/10

Mais um filme baseado em factos reais, a 01 de Maio de 1960, plena Guerra Fria, um avião U-2 americano sobrevoava território da União Soviética quando foi atingido pelo inimigo. Sob perigo de fuga de informação, James B Donovan o homem mais odiado dos EUA por defender outrora, enquanto advogado, Rudolf Abel (um espião russo a cumprir 30 anos de prisão) é chamado a atuar e trocar o seu antigo cliente pelo oficial americano. Apesar da sua inexperiência arriscou-se numa missão em Berlim, em que um passo em falso, poderia dar inicio a uma guerra entre as duas superpotências. 
Apesar de já por si o realizador inspirar grandes expectativas, o filme não desiludiu, o enquadramento está excelente, a fotografia irrepreensível, apenas o cenário e a contextualização fica aquém do esperado, visto que a caracterização dos anos 60 vai-se enfraquecendo aos poucos. O argumento mostou-se bastante competente, bem explorado e trabalhado pela realização que conseguiu tirar o melhor partido de uma história que tinha tudo para se tornar confusa.

Conheces os filmes? 
Concordas comigo?
Qual vais ver?

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