sexta-feira, 15 de abril de 2016

Livro: Queremos melhores pais


"Entramos no mundo dos nossos filhos num misto de fascínio e perplexidade. É o nosso mundo. São os nossos filhos. Mas eles não nos pertencem. E caminham pela vida (se tudo correr bem) com uma crescente autonomia. Fazemos esse percurso juntos. Sonhamos para eles um destino. Umas vezes, levamos-los ao colo. Noutras, porém, sem se saber muito bem como, entramos num labirinto (de emoções, de vontades) onde perdemos a ideia do caminho.Em "Queremos Melhores Pais!" o psicólogo Eduardo Sá mostra-nos que há quase sempre uma saída. As angústias mais comuns - quer seja a lidar com a birra do mais novo ou com a conta de telemóvel do mais velho - são aqui respondidas. E descobrimos pistas para compreender as histórias da família, os fantasmas que se criam (a crise, o divórcio), os mitos infundados (como o tão incompreendido mimo). Mas sempre com ternura. E por vezes num tom provocatório, que desafia e questiona."

Já devem ter percebido que não sou pessoa de desistir facilmente das minhas convicções, embora quem me conhece não concorde comigo, até sou pessoa de dar segundas oportunidades e foi o que decidi fazer com o Eduardo Sá. Se te lembras neste livro não fiquei grande fã, mas mesmo assim decidi dar outra chance para ver se a coisa mudava. 

Se às primeiras páginas o livro até estava a ir por um bom caminho, com dicas úteis, escrita simples mas interessante e até se esforçou acrescentando um ou outro pormenor mais técnico... por aí adiante foi só perder qualidade. Concordo com ele em muitas coisas que diz, como concordaria com qualquer outra pessoa com dois dedos de testa, numa conversa de café, não há reflexão, não há informação, não há interesse para quem queira um pouquinho mais que o senso comum.

Reconheço que a escrita é para pais e não pode ser muito técnica para que percebam, mas para dizer aquilo que já sabem por outras palavras pode ser desmotivador, para isso já têm o Quintino Aires no você da TV. Bem como compreendo que pretende ser um livro que não imponha comportamento mas que apela à reflexão pessoal de uma maneira supostamente divertida e didáctica, mas  acho uma linguagem muito artificial, pensada, com o intuito de te dar uma chapada mas depois com "já passou estava a brincar" e não gostei disso, se é para ser directo que seja que agradeço, se recorre a subtilezas para se desculpabilizar já não é tanto do meu agrado.

Contudo, pode ser um livro para pais pouco escolarizados para lerem enquanto estão na praia e já suportam dizer ao filho mais uma vez que não pode ir à água sem terminar de fazer a digestão.

Conheces? Concordas comigo?

Sem comentários:

Enviar um comentário