sexta-feira, 20 de maio de 2016

Salta uma rubrica como pipocas #32

E pronto e assim que se termina mais uma semaninha... Esta foi especial porque foi o festival do cinema com bilhetes a 2,5€ no dia 16, 17 e 18, quem aproveitou? Se és daqueles/as que prefere ficar em casa e poupar uns euritos, sempre tens por aqui algumas sugestões...

O Filho de Saúl

Duração: 107 min
Género: Triller, Drama e Guerra
Cotação: 7,7/10
Realização: László Nemes
Escrito por: László Nemes e Clara Royer
Data de Estreia: 25 de Fevereiro de 2016
Cotação Pessoal: 6/10

Este foi um daqueles filmes que como tinha uma crítica tão boa, foi premiado e que pela sinopse prometia tanto que não resisti a ver. Vá lá, não me digas que se te dissessem que se trata de um filme que se passa num campo de concentração de judeus, em plena 2ª guerra mundial, cujo protagonista é um soderkomando que enquanto contribuía para a exterminação dos judeus descobre o seu filho, não irias ficar curioso/a? Claro que irias. Os filmes sobre as guerras mundiais já por si são interessantes pela sua componente informativa e histórica, que quando acrescenta um cheirinho de psicologia, de emoções de um pai que ajuda a matar o próprio filho tem tudo para dar certo… mas não deu. É um filme muito parado, com poucos momentos imperdíveis, uma fraca contextualização e com um enredo secundário inexistente. Contudo, reconheço o esforço em criar uma obra de arte, com uma boa fotografia, um enquadramento de imagem interessante, uma edição pensada, um guarda-roupa dentro dos padrões do muito bom e um jogo de contrastes entre o Saul e o fundo diferente do que estamos habituados.



Deadpool
Duração: 108 min
Género: Ação, Aventura e comédia
Cotação: 8,2/10
Realização: Tim Miler
Escrito por: Rhett Reese e Paul Wernick
Data de Estreia: 11 de Fevereiro de 2016
Cotação Pessoal: 7/10

Aqui está um filme que estava mortinha para ver por 3 razões: (1) Marvel; (2) Super heróis e (3) uma história de amor. Sim, eu sei que não parece mas sou um ser com um coração mole, daqueles que se derretem com a história de amor entre um doente terminal de cancro e uma prostituta. Com isto já resumi grande parte da história, conheceram-se numa noite num bar noturno como tantos os outros que procuram uma relação de uma noite, apaixonaram-se e quando tudo é belo e lindo ele descobre que tem cancro no pulmão numa fase terminal. Até que lhe propõem sujeitar-se a um teste de experimentação mutante que lhe aumentaria a a esperança de vida e a probabilidade de sobrevivência para viver longos anos ao lado da sua amada. Claro que quando a esmola é muito o pobre desconfia e esta promessa trazia água no bico que desencadeia a história em si.
Adorei! Não tinha ideia do Deadpool ser tão idiota e imaturo que lhe dá um contraste interessante entre o Super herói que é (será?) e o ser humano que nunca deixou de ser com aquisição dos superpoderes. Tem momento bastante engraçados de te soltar uma ou outra gargalhada e olha que não é fácil, o filme é pouco convencional, ele fala com o telespetador, faz inúmeras referências a outros filmes e até curiosidades cinematográficas que enriquecem bastante.

Joy


Duração: 124 min
Género: Comédia, Drama e Biografia
Cotação: 6,6/10
Realização: David Russel
Escrito por: David Russel e Annie Mumolo
Data de Estreia: 07 de Janeiro de 2016
Cotação Pessoal: 6,2/10

Este filme retrata a história de Joy, a mulher que inventou a esfregona e conquistou o mercado com muita persistência e força de vontade. Uma verdadeira lição que devemos perseguir os nossos sonhos, nunca desistir de fazermos o que gostávamos e nunca nos deixarmos derrubar por aqueles que colocam obstáculos à nossa fé... Um filme de autoajuda e pouco mais, o argumento está pouco explorado, a contextualização não é evidente a quem desconhece ou não acompanha o filme na integra e a fotografia fica aquém das expetativas.
É um filme péssimo? Não, não é. Mas não esperes o filme da tua vida,

Qual vais ver?

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