segunda-feira, 4 de julho de 2016

Ainda a saga das marmitas


Já não é a primeira vez que falo por aqui sobre a arte de marmitar, mas o tempo passa e nunca é demais relembrar. A marmita está novamente na moda, as pessoas cada vez mais preocupam-se com a qualidade das suas refeições, da ingestão de nutrientes saudáveis e com a poupança no final do mês. Vejamos, se comeres num restaurante 5 vezes por semana, na melhor das hipóteses gastares 5 euros, são 25€ por semana, ou seja, 100€ por mês para comeres o que nem sonhas o que meteram para lá para dentro e em que condições. Se podes recorreres à marmita podes poupar na melhor das hipóteses 1200€ anuais, não se justifica?


Planeia a refeição

Não vale a pena decidires ser saudável e marmitar para depois passares a vida a comer uma lata de conserva com qualquer coisinha para desenrascar. O melhor que tens a fazer é planear bem o que vais comer, o que te apetece e o que será mais benéfico para ti para a próxima semana de modo a teres sempre disponível os ingredientes que precisas, saberes quanto tempo vais precisar e não sentires necessidade de aumentar as idas ao supermercado nem o tempo da cozinha… fatores que te poderiam desmotivar a continuar a investir em ti.


Sê prática/o

Conhece as condições para marmitares como a ti mesma, não vale a pena levares uma feijoada à transmontana se não vais ter um micro-ondas para a aquecer. Assim, escolhe a ementa consoante as condições que tens, se não tens micro-ondas podes apostar nas saladas de frasco, wraps com legumes, quiches… se tiveres o micro-ondas tens a vida mais facilitada, uma vez que podes preparar a mais no jantar para levar. Outra alternativa são os recipientes térmicos.


Não comas este mundo e o outro

Os recipientes de plásticos tendem a ter maiores dimensões do que os pratos e como tal tendemos a comer mais do que devíamos. Assim, antes de os usar, coloca a comida num prato para conseguires medir as quantidades e montar um prato nutricional, ou seja, metade legumes, um quarto de proteína e um quarto de acompanhamentos com hidratos de carbono.


Leva sopa

Iniciar uma refeição com uma boa dose de sopa é meio caminho andado para teres a quantidade de legumes que precisas e diminuíres a probabilidade de comer o que não devias. Só assim garantes as vitaminas, minerais, fibras e nutrientes necessários ao bom funcionamento do nosso organismo.


Saladas

Se só vais ficar por aqui podes fazer uma base com massas ou leguminosas que vão ajudar-te a diminuir a quantidade dos molhos que usualmente usarias para temperar apenas legumes. Opta por molhos com eravas aromáticas, azeite, sumo de limão ou vinagre, foge dos molhos industrializados como maioneses, mostardas e afins que normalmente acrescem na gordura e no sal desnecessariamente.



Fruta

Termina a refeição sempre com uma peça de fruta. Transportar a fruta na mamita requer alguns riscos se tiver muito madura, podes recorrer a um recipiente de plástico, por a levar previamente cortada e preparada ou por fruta menos madura. Claro que convém ser a da época por ser mais económica, nutritiva e aconselhada à nossa saúde.



Água

Eu tenho um truque, tenho uma garrafa de meio litro que encho de manhã e obrigo-me a bebê-la durante a manhã, finalizo o almoço com meio litro de chá e durante a tarde bebo nova garrafa de água, assim consigo controlar a quantidade de água que bebo. Deves privilegiar a água aos refrigerantes, uma vez que por cada lata dos últimos que bebas precisas de 30 copos de água para neutralizar os seus efeitos e por ser o único método para saciar a sede.

Mas se és daquelas chatas que não bebe água nem por nada, podes sempre aromatizar a tua própria água com rodelas de limão, canela, ervas aromatizadas como hortelã, frutos congelados… vale tudo.


Transporte e armazenamento

O saco deve ser isotérmico e se necessário pode acrescentar placas termoacumuladores. Só deves colocar a lancheira na mala quando sairés de casa. Assegura-te que está tudo bem fechado, separado e que não solte odores… se puderes deixa no frigorífico do teu local de trabalho.








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